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sábado, 4 de dezembro de 2010


A face norte do Everest, vista do caminho para o campo-base.
Desde 1921, diversas tentativas de escalada foram feitas. Em 6 de Junho de 1924George Mallory e Andrew Irvine, ambos britânicos, fizeram uma tentativa de ascensão da qual jamais retornaram. Não se sabe se atingiram o pico e morreram na descida, ou se não chegaram até ele, já que o corpo de Mallory, encontrado em 1999, estava com objetos pessoais, mas sem a foto da esposa, que ele prometera deixar no pico.
A primeira ascensão até o topo foi feita pela expedição anglo-neozelandesa em 1953, dirigida por John Hunt. O pico foi alcançado em 29 de Maio por Edmund Hillary e Tenzing Norgay.
Em 16 de Maio de 1975Junko Tabei tornou-se a primeira mulher a alcançar o topo do Everest. A primeira ascensão sem oxigênio foi feita por Reinhold Messner e Peter Habeler em 1978. Em 1980, Reinhold Messner efetua a primeira ascensão solitária. Em 25 de Maio de2001 Erik Weihenmayer tornou-se o primeiro alpinista cego a atingir o topo.

[editar]Desastre de 1996

Durante a temporada de escalada de 1996, dezenove pessoas morreram durante a tentativa de chegar ao cume, sendo o maior número de mortes em um único ano na história do Everest. 10 de maiodeste ano foi o dia em que mais morreram pessoas na história da montanha. Uma tempestade impossibilitou muitos alpinistas, que estavam próximos ao cume (no escalão Hillary), de descer, matando oito. Entre aqueles que morreram estavam os experientes alpinistas Rob Hall e Scott Fischer, ambos liderando expedições pagas até o topo. O desastre ganhou grande publicidade, e levantou perguntas sobre a comercialização do Everest.
O jornalista Jon Krakauer, da revista Outside, era um dos clientes de Rob Hall, e em 1997 publicou o livro bestseller No Ar Rarefeito, que relata sua experiência na expedição de 1996.
O montanhista russo Anatoli Boukreev, guia contratado da expedição comercial da agência Mountain Madness, do americano Scott Fisher, publicou em 1997 o livro The climb (A Escalada), em que relata sua versão dos fatos do acidente em maio de 1996.

[editar]Estatísticas

Até o final de 2001, 1 491 pessoas conseguiram alcançar o topo, e delas 172 não retornaram da aventura. Muitas morreram de hipotermia.

Panorama do monte Evereste  visto à partir do Planalto Tibetano.
Panorama do monte Evereste visto à partir do Planalto Tibetano.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Rotas de ascensão



Himalaia: detalhe das rotas de ascensão mais conhecidas do Everest.
O monte Everest tem duas rotas principais de ascensão, pelo cume sudeste no Nepal e pelo cume nordeste no Tibete, além de mais 13 outras rotas menos utilizadas. Das duas rotas principais a sudeste é a tecnicamente mais fácil e a mais frequentemente utilizada. Esta foi a rota utilizada porEdmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953. Contudo, a escolha por esta rota foi mais por questões políticas do que por planejamento de percurso, quando a fronteira do Tibete foi fechada aos estrangeiros em 1949.

Everest-fromKalarPatar.jpg
Picos mais altos de cada um dos sete continentes
Monte Everest - 8 844 m (Ásia)
Aconcágua - 6 962 m (América do Sul)
Monte McKinley (Denali) - 6 194 m (América do Norte)
Kilimanjaro - 5 892 m (África)
Monte Elbrus - 5 642 m (Europa)
Maciço Vinson - 4 892 m (Antártica)
Monte Kosciuszko - 2 228 m ou
Pirâmide Carstensz - 4 884 m (Oceania)
A maioria das tentativas é feita entre abril e maio antes do período das monções porque uma mudança na jet stream nesta época do ano reduz a velocidade média das rajadas de vento. Ainda que algumas vezes sejam feitas tentativas após o período da monções em setembro e outubro, o acúmulo de neve causado pelas monções torna a escalada ainda mais difícil.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Foto de Alan Arnette

 
 
O ponto mais alto do planeta: este é o Monte Everest, segundo o que aprendemos nas aulas de Geografia.  
Um objetivo, muitas vezes inalcançável:este é o Monte Everest, para a pequena comunidade de alpinistas de grandes montanhas, que se aventuram a penetrar em seus domínios. 
Entretanto, o Everest pode – e deve – ser mais.  Sagarmatha, para os nepaleses; Chomolungma, para os tibetanos: esta é uma montanha sagrada, a morada da deusa Miyolansangma, não conquistável por quem não demonstre pureza em seu objetivo. Intransponível para os que não respeitem suas regras. E que regras! Em seu cume, só toca quem antes é tocado pelo abraço da montanha. Só chega quem a montanha permite.  
Porque o Monte Everest, mesmo não sendo, entre os gigantes com mais de 8 mil metros de altura, a montanha de maior dificuldade técnica para ser escalada, é, com certeza, a mais emblemática. O Everest é um símbolo do poder da natureza. Um símbolo da magnitude da Terra, de humildade para quem se vê diante dele. 
Mesmo um homem grande, de 2 metros de altura, é 8.846 metros menor do que o Everest. Somos muito pequenos diante de sua majestade. Um floco de neve, frágil e mínimo, perante sua força. Por isso, somente grandes homens – de qualquer estatura – merecem receber seu abraço. 
Este nosso blog – hospedado no site de um desses homens apaixonados pela montanha, que chegou aos pés de Chomolungma e ali realizou o sonho do “seu” Everest – terá este espírito. 
Será um espaço para notícias, debates, histórias, perfis, entrevistas, enfim, tudo o que se relacione com essa grande aventura de conquistar o Everest. Tanto no sentido de Edmund Hillary e Tenzing Norgay, os primeiros que tiveram acesso ao cume, como no sentido de Luciano Pires – o homem que conquistou o seu Everest ao avistá-lo do Acampamento Base. 
Como uma “alpinista virtual” – que acompanha online todas as expedições na época da alta temporada, que desde 1997 estuda a história, as rotas, as grandes façanhas de expedições e dos grandes homens e mulheres que conseguiram chegar lá no alto –, estarei a postos para compartilhar o amor que tenho por esta montanha com quem estiver aberto a entrar nesta escalada. 
Teremos um Raio-X do Monte Everest. Teremos curiosidades a respeito da história das conquistas. Teremos perfis dos maiores alpinistas de alta montanha. Teremos enquetes com temas atuais. Teremos discussões e debates. Teremos perfis e entrevistas com os alpinistas brasileiros que chegaram ao cume. E teremos – grande expectativa! – o acompanhamento online da expedição do alpinista Carlos Morey, que parte no final de março para Kathmandu com o objetivo de chegar ao topo. Tendo sucesso, Morey completará o circuito dos Sete Cumes – a conquista das mais altas montanhas de cada continente. E nós estaremos lá com ele! 
Enfim, alpinistas virtuais, formaremos uma equipe. Esta será uma expedição longa – só acaba quando terminar o fascínio que temos pelo Monte Everest. 
Coisas para prestarmos extrema Atenção

Apesar do título deste post, os cuidados não são exatamente com procedimentos de escalada. Também extensamente publicado e abordado neste blog desde o primeiro dia. E sim com os espertinhos de plantão que querem aproveitar a tragédia de perdermos um companheiro de escalada e alpinismo como Vitor Negrete.

Quem irá querer lucrar com esta tragédia? Os politiqueiros de plantão, que irão ficar batendo na teclas de termos associações para engordarmos as panelinhas existentes. A fatalidade de morrer aconteceu, e todos nós, por mais inocentes que sejamos, sabíamos do perigo que ele corria. Ele foi consciente, e se preparou adequadamente, e mentalizou seu objetivo. Vale lembrar que tudo isso se realizou independente de qualquer associação. E mesmo quando ele partiu do país não houve uma menção em nenhum site, nem entrevistas foram publicadas. Ele mesmmo era conciente de que politicagem e esporte não costuma combinar.

Para citar um exemplo de como certas representatividades são patéticas : olha a federação de judô, onde há uma briga eterna para tirar o puzilânime que está no poder a décadas. No basquete brasileiro a mesma coisa, se tiver dúvidas pergunte ao jogador Oscar o que ele pensa de lá. São esportes diferentes de escalada? Nem tanto, porque existem campeonatos que não são prestigiados nem com a presença de escaladores de ponta? Com certeza não é porque o alteta não tem medo. Mesmo como juiz existe muito escalador pro aí que tem vergonha de participar de campeonatos que já foram fraudados de maneira leviana anteriormente. Basta percorrer as listas de escalada pelo Brasil afora para verificar o bate boca que vira uma competição feita por panelinhas.

Devemos sim é respeitar a escolha de Vitor ter ido ao everest atrás do sonho de chegar ao cume(e chegou!), mesmo sabendo que poderia morrer tentando. E não começar a ficarmos lamentando isso ou aquilo. O sensasionalismo que pode ser feito em cima deste fato pode prejudicar o nosso esporte, e atrapalhar a devida divulgação. Temos que fazer como Vitor, não morrer, mas sim fazer e viver a escalada gosta até o fim de nossos dias.

Que Deus o guarde Victor.



O Monte Everest é a montanha mais alta do mundo com 8.848 metros de altitude. Está situado no continente asiático, na cordilheira do Himalaia (fronteira do Nepal com o Tibet). Em função da altitude, o cume desta montanha permanece coberto por gelo durante o ano todo.

O nome do monte é uma homenagem a George Everest (topógrafo da Índia), primeiro homem a estabelecer sua altitude e posição. Este fato ocorreu em 1841 e a montanha foi batizada, primeiramente, com o nome de Pico XV.

O Everest é a montanha que mais desafia os alpinistas, pois representa uma grande dificuldade. Vários alpinistas já morreram ao tentar chegar ao cume da montanha. Mesmo com planejamento, preparo físico e treinamento, a subida apresenta diversas dificuldades: ar rarefeito (baixa quantidade de oxigênio), frio extremo e avalanches de neve.

No dia 29 de maio de 1953, a expedição anglo-neozelandesa, comandada por John Hunt atingiu o cume do Everest pela primeira vez na história.

Curiosidade: 
Junko Tabei foi a primeira mulher a chegar ao topo do Everest. O feito ocorreu no dia 16 de maio de 1975.
O Everest (ou Evereste) é a montanha mais alta do mundo. Está localizado na cordilheira do Himalaia. Situa-se na fronteira entre o Nepal e o Tibete (China). Em nepalês, o pico é chamado de Sagarmatha (rosto do céu), e em tibetano Chomolangma ou Qomolangma (mãe do universo).
O monte Everest tem duas rotas principais de ascensão, pelo cume sudeste no Nepal e pelo cume nordeste no Tibete, além de mais 13 outras rotas menos utilizadas. Das duas rotas principais a sudeste é a tecnicamente mais fácil e a mais frequentemente utilizada. Esta foi a rota utilizada por Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953. Contudo, a escolha por esta rota foi mais por questões políticas do que por planejamento de percurso, quando a fronteira do Tibete foi fechada aos estrangeiros em 1949.

Everest-fromKalarPatar.jpg
Picos mais altos de cada um dos sete continentes Monte Everest - 8 844 m (Ásia)
Aconcágua - 6 962 m (América do Sul)
Monte McKinley (Denali) - 6 194 m (América do Norte)
Kilimanjaro - 5 892 m (África)
Monte Elbrus - 5 642 m (Europa)
Maciço Vinson - 4 892 m (Antártica)
Monte Kosciuszko - 2 228 m ou
Pirâmide Carstensz - 4 884 m (Oceania)

A maioria das tentativas é feita entre abril e maio antes do período das monções porque uma mudança na jet stream nesta época do ano reduz a velocidade média das rajadas de vento. Ainda que algumas vezes sejam feitas tentativas após o período da monções em setembro e outubro, o acúmulo de neve causado pelas monções torna a escalada ainda mais difícil.

Ascensões

Mallory e Irvine

A face norte do Everest, vista do caminho para o campo-base.
Desde 1921, diversas tentativas de escalada foram feitas. Em 6 de Junho de 1924, George Mallory e Andrew Irvine, ambos britânicos, fizeram uma tentativa de ascensão da qual jamais retornaram. Não se sabe se atingiram o pico e morreram na descida, ou se não chegaram até ele, já que o corpo de Mallory, encontrado em 1999, estava com objetos pessoais, mas sem a foto da esposa, que ele prometera deixar no pico.
A primeira ascensão até o topo foi feita pela expedição anglo-neozelandesa em 1953, dirigida por John Hunt. O pico foi alcançado em 29 de Maio por Edmund Hillary e Tenzing Norgay.
Em 16 de Maio de 1975, Junko Tabei tornou-se a primeira mulher a alcançar o topo do Everest. A primeira ascensão sem oxigênio foi feita por Reinhold Messner e Peter Habeler em 1978. Em 1980, Reinhold Messner efetua a primeira ascensão solitária. Em 25 de Maio de 2001 Erik Weihenmayer tornou-se o primeiro alpinista cego a atingir o topo.

Desastre de 1996

Durante a temporada de escalada de 1996, dezenove pessoas morreram durante a tentativa de chegar ao cume, sendo o maior número de mortes em um único ano na história do Everest. 10 de maio deste ano foi o dia em que mais morreram pessoas na história da montanha. Uma tempestade impossibilitou muitos alpinistas, que estavam próximos ao cume (no escalão Hillary), de descer, matando oito. Entre aqueles que morreram estavam os experientes alpinistas Rob Hall e Scott Fischer, ambos liderando expedições pagas até o topo. O desastre ganhou grande publicidade, e levantou perguntas sobre a comercialização do Everest.
O jornalista Jon Krakauer, da revista Outside, era um dos clientes de Rob Hall, e em 1997 publicou o livro bestseller No Ar Rarefeito, que relata sua experiência na expedição de 1996.
O montanhista russo Anatoli Boukreev, guia contratado da expedição comercial da agência Mountain Madness, do americano Scott Fisher, publicou em 1997 o livro The climb (A Escalada), em que relata sua versão dos fatos do acidente em maio de 1996.

Estatísticas

Até o final de 2001, 1 491 pessoas conseguiram alcançar o topo, e delas 172 não retornaram da aventura. Muitas morreram de hipotermia. [carece de fontes?]

Cronologia

  • 1841: o coronel George Everest, topógrafo-geral na Índia, nomeia temporariamente a montanha como Pico XV.
  • 1852: cálculos da Great Trigonometrical Survey levam a concluir ser a montanha mais alta da Terra.
  • 1921: primeira expedição britânica para o Everest.
  • 1924: a 8 de junho, George Mallory e Andrew Irvine partem rumo ao pico e desaparecem na neblina. Nunca se soube se chegaram ao topo ou não.
  • 1953: na manhã de 29 de maio, o apicultor neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay chegam ao cume.
  • 1975: Junko Tabei é a primeira mulher a escalar o Everest
  • 1995: Waldemar Niclevicz e Mozart Catão são os primeiros brasileiros a atingir o cume do Everest, às 11h22 do dia 14 de maio.[2]
  • 1996: maior número de alpinistas mortos num só ano: dezanove.
  • 1999: o corpo de Mallory é encontrado com objetos pessoais mas sem a foto da esposa, que prometera deixar no pico.
  • 1999: em 18 de Maio, João Garcia é o primeiro português a atingir o pico (e sem recursos a oxigénio suplementar), e pela Face norte. Durante a descida o seu colega de escalada e grande amigo, o belga Pascal Debrouwer, caiu numa ravina e faleceu, e João Garcia sofreu queimaduras no corpo. Foi internado num hospital de Saragoça, em Espanha, onde lhe amputaram alguns dedos das mãos e pés.
  • 2005: em junho, Vitor Negrete, alpinista brasileiro, chega ao cume pela face norte (com auxílio de oxigênio), e encontra-se no cume com a dupla de brasileiros Waldemar Niclevicz e Gustavo Irivan Burda, que escalaram a montanha pela face sudeste (via clássica nepalesa);
  • 2006: em maio, Vitor Negrete morre na descida, após atingir o topo do monte Everest sem o auxílio de oxigênio. Ana Elisa Boscarioli torna-se a primeira brasileira a escalar o Everest pela face sudeste (via clássica nepalesa).
  • 2008: em maio, os brasileiros Eduardo Keppke e Rodrigo Raineri conseguiram chegar ao topo do monte Everest.
  • 2010: em 17 de Maio, o português Ângelo Felgueiras tornou-se o segundo português a alcançar o cume do Everest.
  • 2010: em 22 de Maio, o norte-americano Jordan Romero aos 13 anos, é o mais jovem alpinista a chegar ao topo do Everest.
Panorama do monte Evereste  visto à partir do Planalto Tibetano.